Descarbonização

Quantidade de dióxido de carbono na atmosfera atinge recorde histórico

A quantidade de dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera atingiu uma média 419 partes por milhão, em maio, um recorde histórico, avança o The New York Times. A medição foi feita por instrumentos científicos no topo do vulcão Mauna Loa, no Havaí, e o resultado emitido com base em  duas análises separadas do Scripps Institution of Oceanography and the National Oceanic and Atmospheric Administration.

O antigo recorde tinha sido atingido em maio de 2020, com 417 partes por milhão. Os resultados surgem mesmo após a Agência Internacional da Energia ter revelado que as emissões desceram 5,8% no ano passado, em relação a 2019.

“Enquanto continuarmos a emitir dióxido de carbono, ele vai continuar a acumular-se na atmosfera”, disse, ao NYT, o geoquímico que dirige o programa Scripps Oceangraphy CO2, Ralph Keeling.

O investigador salientou que a queda das emissões anuais do ano passado era demasiado pequena para ser detetada nos dados atmosféricos, uma vez que pode ser ofuscada por flutuações naturais nas emissões de carbono provenientes da vegetação e do solo em resposta às mudanças sazonais na temperatura e humidade do solo.

Os cientistas da Scripps estimaram anteriormente que as emissões da humanidade teriam de baixar entre 20% e 30% durante pelo menos seis meses, para resultar num abrandamento notável da taxa de aumento do dióxido de carbono na atmosfera. A única maneira de parar o aumento por completo seria emissões zero, dizem ainda.

O mês de maio costumo ser o pico da presença de dióxido de carbono, antes do crescimento sazonal da vegetação no Hemisfério Norte, que remove parte do gás através da fotossíntese. Atualmente, a quantidade de CO2 varia por cerca de 10 partes por milhão ao longo de um ano.