Economia Circular

Delta vai produzir cogumelos a partir das borras de café

A Delta Cafés, em parceria com a start-up NÃM, criou a Urban Mushroom Farm, em Marvila, um projeto de economia circular que produz cogumelos a partir da borra de café, que posteriormente são vendidos a restaurantes.

Este projeto de economia circula, apoiado pela marca de cafés nacional e que insere na sua estratégia de sustentabilidade, permite dar uma nova vida à borra do café, através da recolha controlada nos clientes Delta e na sua utilização para a produção sustentável e consciente de cogumelos.

Os primeiros cogumelos produzidos já começaram a ser vendidos a restaurantes clientes da Delta, mas também podem ser adquiridos em mercados da cidade ou diretamente na Urban Farm em Marvila.

“As borras de café são recolhidas através de recipientes próprios e recorrendo a um método de aproveitamento simples que se inicia quando a água quente, na extração de ´uma bica´, passa pelo café, limpando desta forma a borra. O processo de preparação de um café só utiliza 1% da sua biomassa, os restantes 99% são considerados “lixo”. Esta borra representa um substrato limpo e rico em nutrientes, um excelente alimento para os cogumelos”, lê-se em comunicado.

Após o crescimento do cogumelo, o composto restante transforma-se num fertilizante que é entregue em quintas locais para ajudar outros agricultores. Assim, tal como na natureza, termina o ciclo dando origem a um novo recurso.

A NÃM desenvolveu ainda dois kits destinados ao consumidor final: um deles permite produzir cogumelos em casa, incluindo o substrato, tendo apenas de se garantir o processo de humidificação; o outro permite produzir cogumelos alimentando-os com borras de café.

Os kits estão disponíveis aqui. O tempo de incubação e de frutificação, que habitualmente é de seis semanas, reduz-se para uma semana em ambos os kits.

No mesmo comunicado, Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, refere que, “através da NÃM, queremos provar que proteger a natureza também é criar valor para a comunidade e que conseguimos conciliar a economia com a ecologia, que é o maior desafio do nosso tempo.”

“A NÃM representa uma oportunidade única para demonstrar que soluções concretas e acessíveis podem fazer a diferença. […] Se, em conjunto, focarmos a nossa energia na construção de um futuro mais sustentável em vez de combatermos os modelos antigos, estou convencido de que a mudança pode acontecer”, concluiu Natan Jacquemin, fundador da NÃM.