Descarbonização

Investigadores desenvolvem material para captura de carbono a partir de melamina

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Um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia em Berkeley desenvolveu um material a partir do polímero melamina – utilizado em painéis melamínicos para revestimento decorativo – para capturar dióxido de carbono de chaminés.

Segundo explicado pela universidade, o material pode ser potencialmente adaptado para capturar emissões dos escapes de veículos ou outras fontes móveis de dióxido de carbono. O novo produto requer na sua produção, principalmente pó de melamina – que custa cerca de 40 dólares por toneladas – assim como formaldeído e ácido cianúrico – químico utilizado, por exemplo, em piscinas em conjunto com o cloro.

“Queríamos pensar num material de captura de carbono que derivasse de fontes que fossem realmente baratas e fáceis de obter. E assim, decidimos começar com a melamina”, disse um dos autores correspondentes do estudo, Jeffrey Reimer.

Pó de melamina – Foto de Jeffrey Reimer/UC Berkley

O material desenvolvido teve resultados comparáveis aos primeiros resultados de outro material recente para a captura de carbono, as redes metalorgânicas, conhecidas como MOFs. Os químicos da UC Berkeley criaram o primeiro MOF de captura de carbono em 2015.

No entanto, o primeiro autor do estudo, Haiyan Mao, nota que, em comparação aos MOFs, o novo material é mais barato, fácil de utilizar e eficiente energeticamente.

“Neste estudo, focámo-nos no design de material mais barato para captura e armazenamento e elucidámos o mecanismo de interação entre o CO2 e o material”, explica o investigador. “Este trabalho cria um método geral de industrialização para a captura sustentável de CO2 utilizando redes porosas. Esperamos poder projetar futuramente um acessório para capturar gases de escape do carro, ou talvez um acessório para um edifício ou até mesmo um revestimento na superfície do mobiliário.”