Transportes

É preciso “reverter a curva das emissões globais de CO2 no prazo de quatro anos”

Scania nova geração de camiões Logística e transportes Hoje

A Scania realizou recentemente, em Paris, o Fórum do Transporte Sustentável, uma iniciativa que permitiu à empresa mostrar de que forma é que a indústria dos transportes “pode ajudar a direcionar a mudança rumo a um futuro sustentável para a sociedade”, passando de acordos globais para “ações globais”.

Kofi Annan, ex-Secretário-Geral das Nações Unidas, referiu durante o evento que “tornar a sociedade mais sustentável é urgente e deve ser uma prioridade para todas as empresas – em todos os sectores. As empresas não podem ser bem-sucedidas numa sociedade que esteja a falhar.”

O evento reuniu alguns dos mais importantes decisores e opinion-influencers em matéria de sustentabilidade, entre os quais o Professor Johan Rockström, Diretor Executivo do Stockholm Resilience Centre, que referiu que “precisamos de reverter a curva das emissões globais de CO2 no prazo de quatro anos e, em seguida, reduzir drasticamente as emissões até 2050, para termos uma economia mundial livre de energias fósseis. Para mim, a questão que se coloca já não é se a humanidade irá caminhar numa direção sustentável, mas se conseguiremos fazê-lo com a rapidez suficiente. O sector dos transportes tem um papel vital na transformação que se impõe.”

“O Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas e a Agenda das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável até 2030 constituem grandes avanços e criam um foco comum. Mas agora também deve ser uma prioridade para todas as empresas, em todos os sectores e indústrias. As empresas não podem ter sucesso numa sociedade que esteja a falhar”, acrescentou Kofi Annan.

Para destacar o papel das empresas na criação de uma sociedade mais sustentável, Georg Kell, Diretor-Executivo e Fundador do Global Compact das Nações Unidas, e Andreas Renschler, membro do Conselho de Administração da Volkswagen AG e CEO da Volkswagen Truck & Bus GmbH, concordaram com a necessidade de firmar parcerias entre a indústria, a sociedade e a política.

“Mais do nunca temos de mobilizar a comunidade empresarial à escala global. As empresas são as entidades mais bem colocadas, em termos tanto económicos como tecnológicos, para adotar novos padrões de produção e consumo. Deixaram de ser reativas para se tornarem proativas. É uma grande mudança, desde que se instituiu o Global Compact”, referiu Kell.

Andreas Renschler, que é também Presidente do Conselho de Administração da Scania, acredita que o setor dos transportes é um dos principais intervenientes no debate sobre o clima e por isso “temos grandes desafios pela frente, mas o potencial que acompanha a revolução digital também é grande. Para explorar plenamente este enorme potencial necessitamos de inovação constante e da vontade de mudar. Mas, acima de tudo, é imprescindível que as pessoas estejam disponíveis para colaborar transversalmente em todos os sectores e indústrias”.

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