Depois do anúncio do acordo entre o Governo, os sindicatos e operadores, o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego do centro e sul de Portugal decidiram “endurecer ainda mais a luta”, emitindo uma greve nos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Sines entre os dias 29 de setembro e 22 de outubro.
Fernando Oliveira, presidente do sindicato dos trabalhadores das Administrações Portuárias, referiu à Lusa que “na sexta-feira os portos estiveram parados devido à greve simultânea dos estivadores e das administrações portuárias, cuja adesão foi de 99%, o que na prática significa que ‘não entram nem saem navios dos portos do Continente, Madeira e Açores’” e acrescentou “as greves só vão parar quando houver uma solução, isto é, quando o Governo se sentar à mesa para negociar”.
João Carvalho, presidente do Instituto Portuário e do Transporte Marítimo (IPTM), respondeu à Lusa que considera que a “irresponsabilidade” dos sindicatos terá efeitos sobre a economia.

