Logitrans 2012: logística na distribuição internacional

Logitrans 2012: logística na distribuição internacional

O papel da logística na distribuição internacional foi o tema do meeting de abertura do Logitrans, Salão Profissional de Logística, Transportes, Equipamentos e Armazém que arrancou hoje no centro de congressos do Estoril. 

“Só com uma logística eficiente, Portugal poderá concretizar com sucesso o desígnio nacional que se pretende que as exportações assumam”, começou por afirmar Filipe Gil, diretor editorial e de publicações do IFE, e moderador desta mesa-redonda onde duas empresas nacionais, Parfois e Vieira de Castro, deram testemunho das suas experiências de internacionalização.

Parfois com 285 lojas

A Parfois começou a exportar em 1998 e fá-lo hoje para 38 países. As vendas internacionais já representam metade do total de vendas.

No atual modelo de logística internacional, as compras são feitas quase totalmente na China e a separação e expedição para as 285 lojas em todo o mundo centra-se em Rio Tinto, no Grande Porto. Em cima da mesa está a criação de um centro logístico na China para otimizar as exportações. “Estamos a ponderar alterar o modelo, para ganhar lead time na nossa cadeia logística”, explicou Nuno Fontes, logistics manager da Parfois.

Neste negócio de fast fashion, as novidades e a variabilidade são constantes, o que requer “uma logística muito rápida, ágil e flexível”. Para tal, a Parfois conta com tecnologias de ponta, flexibilidade das equipas de trabalho e parceria com os operadores logísticos.

“O Grupo Inditex desmistificou as desvantagens de vivermos na ponta da Europa. É algo que podemos compensar com velocidade e modelos otimizados. O novo centro logístico na China vai permitir-nos ganhar competitividade”, confiou Nuno Fontes.

Vieira de Castro em 41 países

A Vieira de Castro iniciou a sua internacionalização há 20 anos, exportando hoje para 41 mercados em todo o mundo. As exportações, que em 2011 representaram 11 milhões de euros, pesam 40% do valor total de faturação e 50% do seu volume.

“A competitividade que se pretende na exportação obriga a uma redução de custos, muito acentuada nalguns mercados, pelo que a logística tem uma importância fulcral nos nossos produtos de baixo valor acrescentado”, começou por explicar Jorge Costa, gestor de logística do departamento de exportação da Vieira de Castro.

Em Famalicão dá-se a produção de centenas de referências de produtos alimentares, cujos lotes, prazos de validade e especificações por clientes, requerem vários níveis de informação sobre o produto.

Na nova unidade industrial, tecnologicamente avançada, foi implementado um ERP, que integra todas as atividades da empresa, desde a compra da matéria-prima ao produto acabado, incluindo o WMS. “Apostamos muito em tecnologia, não só ligada à logística mas à indústria”, afirmou Jorge Costa. “Hoje temos linhas produtivas das mais avançadas que existem no mundo”.

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