Na Schneider Electric a crise não teve impacto direto na atividade logística e, no ano passado, a empresa investiu 10 milhões de euros para duplicar a capacidade de armazenagem do seu centro logístico de Barcelona, que abastece diariamente toda a Península Ibérica. A empresa sentiu, sim, uma maior preocupação dos clientes, sobretudo os da distribuição, para reduzirem os stocks, o que implicou “reduzir os lead times de entrega e melhorar a qualidade de serviço”, explicou Cristina Duarte, Quality & CCC Manager da empresa.
Hoje, a Schneider Electric tem em curso uma iniciativa, denominada tailored supply chain, em que o serviço logístico prestado é adaptado às necessidades específicas dos diferentes clientes. A organização logística é global e desde 2004 o funcionamento em Portugal é virtual. “Rececionamos as encomendas por via eletrónica, o processamento é feito no centro logístico e entregas feitas diretamente ao cliente. Não chegamos a ver o produto”.
A crise revelou-se uma oportunidade para o Generix Group pois fez aumentar a “necessidade das administrações de reorganizar a sua supply chain, para ter operações mais eficientes, suportadas em tecnologias, e obter ganhos financeiros”, disse Marc Defretin. O diretor geral da empresa exemplificou como a introdução de tecnologia ao nível das faturas, gestão de transportes ou armazém pode traduzir-se em ganhos relevantes e imediatos.

