A nova oferta de espaços de armazéns e logística deverá rondar os 130 mil m2 no final de 2011, refletindo um acréscimo de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior. Para 2012, no entanto, as previsões apontam para um forte abrandamento da promoção de espaços de armazéns & logística, na sequência do fraco clima económico do país e da dificuldade por parte dos promotores de arranjar financiamento para a construção.
Refira-se igualmente que, do total da nova oferta concluída em 2011, cerca de 70% são espaços construídos à medida do ocupante e, como tal, com contratos de construção e/ou arrendamento acordados há algum tempo atrás.
Já para 2012, a CBRE prevê um decréscimo nos níveis de absorção, não só pela redução na promoção de novos espaços, mas também face aos baixos indicadores de produção e de confiança do setor.
Para André Almada, diretor sénior de agência de escritórios, comércio, industrial e logística da CBRE, “as regras do mercado imobiliário estão em reajuste, face às condições económicas em que vivemos. Constato que o mercado de armazéns e logística obteve um aumento nos indicadores da oferta e procura face a 2010, reflexo sobretudo de transações concretizadas num período menos desfavorável que o atual”.

