Sustentabilidade

10% dos consumidores escolhem segunda mão como primeira opção

recommerce iStock

Um em cada 10 consumidores já escolhe produtos em segunda mão como primeira opção de compra, segundo dados da KPMG citados pelo Retail Gazette, evidenciando a crescente relevância do chamado “recommerce” no setor do retalho.

O estudo indica uma mudança progressiva nos hábitos de consumo, com os artigos usados a deixarem de ser uma alternativa residual para passarem a integrar decisões de compra regulares. Esta tendência está alinhada com um contexto de maior sensibilidade ao preço e procura por valor, fatores que têm vindo a influenciar o comportamento dos consumidores.

A evolução do mercado de segunda mão reflete também uma transformação estrutural no retalho, suportada por fatores como o aumento do custo de vida e a maior aceitação social deste tipo de consumo. Estudos recentes apontam que a compra e venda de produtos usados está a tornar-se uma prática generalizada, com cerca de 71% dos consumidores a participar neste mercado ao longo de um ano.

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Além do preço, a sustentabilidade surge como outro driver relevante. A extensão do ciclo de vida dos produtos e a redução do desperdício têm contribuído para reforçar a atratividade do recommerce junto dos consumidores, bem como para impulsionar iniciativas por parte dos retalhistas, incluindo programas de retoma e revenda.

O crescimento deste segmento está também a levar marcas e retalhistas a integrar ofertas de segunda mão nas suas operações, seja através de plataformas próprias ou de parcerias, numa tentativa de capturar novas fontes de receita e responder à procura crescente.

Este cenário aponta para uma consolidação do mercado de usados como componente estrutural do retalho, com impacto direto nas estratégias comerciais, de pricing e de sustentabilidade das empresas do setor.

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