“Não sabemos se vai ser alienada a empresa na sua totalidade ou apenas participadas, nem temos conhecimento do valor. Além disso, não podemos esquecer que o negócio postal está a cair 4 a 5% ao ano e a tendência é para continuar a descer”, acrescenta.
Establet não quis revelar se vai analisar o dossier da privatização, acrescentando, no entanto, que “tem mais interesse na liberalização dos Correios”. Mesmo assim, o administrador da Chronopost lembra que só “daqui a um ano e meio a dois anos se saberá quanto é que os concorrentes privados vão ter de pagar pelo fundo de compensação”.
“As regras do jogo ainda não estão bem definidas. Só depois de conhecermos os pormenores poderemos dizer se estamos ou não interessados”, salienta Establet, que sublinha ainda que o negócio postal “pode ser bastante interessante nos grandes centros urbanos, mas fora deles pode ser questionado. Além disso, falta saber em que condições as empresas privadas vão ter acesso ao serviço do operador incumbente”.

