Smart Cities

Londres, São Francisco e Pequim entre as cidades que mais reduziram a poluição do ar

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Londres, São Francisco e Pequim estão entre 19 cidades mundiais que conseguiram reduções “notáveis” na poluição do ar desde 2010, segundo uma análise que concluiu que estes centros urbanos cortaram em mais de 20% os níveis de dois poluentes particularmente nocivos para as vias respiratórias.

O estudo indicou ainda que medidas como a criação de ciclovias, a adoção de veículos elétricos e a imposição de restrições aos veículos mais poluentes ajudaram a impulsionar esta melhoria.

Entre quase uma centena de cidades analisadas em todo o mundo, Pequim e Varsóvia lideraram na redução das partículas finas PM2.5, com descidas superiores a 45%, enquanto Amesterdão e Roterdão registaram os maiores progressos no dióxido de azoto (NO2), com cortes acima dos 40%.

São Francisco foi a única cidade dos Estados Unidos da América (EUA) a reduzir em mais de 20% os níveis de ambos os poluentes. Das 19 cidades destacadas, nove situam-se na China e em Hong Kong, enquanto as restantes pertencem à Europa.

“Este relatório mostra que as cidades podem alcançar aquilo que antes parecia impossível: reduzir a poluição atmosférica tóxica em 20% a 45% em pouco mais de uma década”, afirmou Cecilia Vaca Jones, diretora executiva da Breathe Cities, uma das organizações responsáveis pelo relatório. E continua: “isto não está a acontecer apenas numa parte do mundo; de Varsóvia a Banguecoque, as cidades estão a provar que temos agora as ferramentas para resolver esta crise”.

O relatório analisou assim a qualidade do ar em cidades integradas nas redes C40 e Breathe Cities, maioritariamente grandes cidades, mas também algumas de menor dimensão, como Heidelberg, na Alemanha, e concluiu que é possível alcançar “reduções substanciais” em 15 anos através de ação deliberada.

Entre os exemplos de políticas apontados estão a rápida transição da China dos automóveis com motor de combustão para elétricos, a expansão das ciclovias em cidades europeias densamente povoadas, as restrições de Londres aos veículos mais poluentes e o abandono progressivo do carvão e da madeira no aquecimento doméstico em Varsóvia.

Ainda assim, o relatório não procurou distinguir até que ponto as melhorias resultaram de políticas locais ou nacionais.

 

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