O investimento feito há seis anos contínua sem previsões sobre quando poderá começar a funcionar. Em declarações ao semanário regional O Mirante, Maria da Luz Rosinha defende que o projeto tem tudo para já estar a funcionar, no entanto, “a forma como a administração central trata dos assuntos condena qualquer investimento. Demora demasiado tempo a decidir e a autorizar”.
A autarca do PS foi questionada pelos sociais-democratas sobre o assunto na última reunião pública do executivo. E não hesitou em apontar o dedo ao Governo. “Há pequenos poderes que causam entraves ao desenvolvimento económico e que não deviam existir”.
Recorde-se que a empresa responsável pela plataforma já tinha alguns negócios acordados, mas foram suspensos alegadamente por causa da crise. Os espanhóis da Saba Logística, filial do grupo Abertis, só começarão a construir as naves quando existirem contratos assinados com os clientes.
Atualmente, as únicas obras que estão a ser feitas são os acessos, como a construção do novo nó de acesso à Autoestrada do Norte (A1).
O Plano Portugal Logístico previa um total de 11 infraestruturas espalhadas por todo o país, com um investimento previsto de dois mil milhões de euros, entre fundos públicos e privados. O projeto começou por dar sinais de fragilidade depois de adjudicadas as plataformas do Poceirão e de Castanheira do Ribatejo. A Somague, entretanto, acabaria por deixar o projeto na Maia-Trofa, por “não ser rentável”, e no resto pouco se avançou.

