Em 2016, os portos comerciais do continente movimentaram 88,1 milhões de toneladas de mercadorias. Numa nota enviada às redações, a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), refere que “este foi o valor mais elevado de sempre”, um aumento de 5% face a 2015. Sines voltou a liderar o movimento portuário nacional, com uma quota de 54,6%.
Os dados agora divulgados mostram que esta variação foi impulsionada, sobretudo, pelo comportamento das mercadorias movimentadas mo segmento dos Granéis Líquidos (39,8%) e da Carga Contentorizada (30,9%) que registaram, respetivamente, acréscimos de 7,2% e 15,5% face a 2015.
“O Petróleo Bruto foi uma das mercadorias que condicionaram de forma mais significativa este comportamento do sistema portuário, representando 21,1% do total movimentado e registando um acréscimo de 3,1 milhões de toneladas, resultante fundamentalmente das operações de transbordo de um total de cerca de 1,7 milhões de toneladas, efetuadas em Sines com destino a Leixões, para colmatar a inoperacionalidade do Terminal Oceânico, por manutenção da monoboia. “
Em 2016, o porto de Sines voltou a liderar a tabela registou um crescimento de 16,6% face a 2015. De acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, Sines movimentou 48 milhões de toneladas de mercadorias, representando uma quota de 54,6%. Nos restantes portos, o único a registar um acréscimo face ao período homólogo foi o da Figueira da Foz (3,9%). Leixões, apesar de registar a segunda quota mais elevada, de 19,2% do total, registou um decréscimo de -3,4%, a par de Lisboa, Setúbal e Aveiro que registaram, respetivamente, -11,1%, -7,9% e -2,5% face ao ano de 2015.
Importa referir que no tráfego internacional, a Suíça foi o mercado que apresentou o maior volume de mercadorias movimentadas, com 22,3% do total, seguindo-se o Reino Unido com 8,6%, Alemanha com 7,3%, e Países Baixos e Dinamarca, ambos com 6,4%.
Ainda no âmbito do tráfego internacional, o tráfego marítimo de Exportação, que diminuiu 1,4% em 2016, atingiu 30,1 milhões de toneladas, representando assim 39,6% do total. O volume mais elevado de exportações foi para o continente europeu, com 44,1% do total, após recuo de -0,3% face a 2015.

