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Marine Stewardship Council pede esforços redobrados na preservação dos oceanos

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O Marine Stewardship Council (MSC) – organização ambiental sem fins lucrativos que estabelece um padrão global para a pesca sustentável – regista progressos encorajadores em relação ao aumento de produtos de pesca sustentável, mas assinala a necessidade de reforçar esta dinâmica para enfrentar a magnitude dos desafios colocados aos oceanos. As conclusões constam no último relatório anual do Marine Stewardship Council.

Os novos números divulgados pelo MSC mostram que, em 2019-2020, mais de 17% das capturas globais de pescado selvagem provinha de pescarias vinculadas ao seu programa de certificação de pescarias e que o número de empresas dedicadas à produção, ao processamento e ao abastecimento de produtos da pesca com certificação do MSC continua a aumentar de forma acentuada.

O programa do MSC conta com 409 pescarias certificadas, com uma presença cada vez maior nos países em desenvolvimento.  A proporção de capturas provenientes de pescarias vinculadas ao programa do MSC oriundas do hemisfério sul alcançou os 13%, aumentando quase um quarto em relação ao ano anterior.

Em comunicado, a organização refere que “este progresso surge num contexto de crescente preocupação com a saúde dos oceanos a nível mundial – com a ONU a reportar a sobrepesca em mais de um terço das unidades populacionais, uma situação que se tende a agravar”.

A organização frisa que há também “um reconhecimento cada vez maior da importância da pesca sustentável para a proteção dos nossos oceanos. Em junho deste ano, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informa que a pesca sustentável é mais produtiva e resiliente à mudança e, em setembro, um relatório da ONU conclui que a pesca sustentável protege a biodiversidade dos oceanos”.

Rupert Howes, diretor executivo do Marine Stewardship Council, refere que, apesar de estarmos “no meio de uma pandemia mundial que continua a infligir um enorme sofrimento humano e graves prejuízos económicos (…), esta crise representa também uma oportunidade para tornarmos as nossas economias mais sustentáveis e equitativas. Garantir a prosperidade dos oceanos para as gerações futuras é uma componente essencial deste objetivo”, conclui.

O relatório nota ainda que:

  • As capturas provenientes de pescarias vinculadas ao programa atingiram 14,7 milhões de toneladas, superando as 12,2 milhões de toneladas do ano anterior;
  • A escolha do consumidor aumentou graças à duplicação das linhas de produtos com o selo do MSC (18 735), ao contrário do que acontecia há cinco anos;
  • As vendas a retalho de produtos que ostentam a certificação do MSC ultrapassaram, pela primeira vez, os 10 mil milhões de dólares, evidenciando a crescente procura de produtos sustentáveis por parte dos consumidores.