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Municípios do Alentejo Litoral já têm plano de adaptação às alterações climáticas

Municípios do Alentejo Litoral já têm plano de adaptação às alterações climáticas Direitos Reservados

A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) apresentou esta segunda-feira, dia 10 de março, o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Alentejo Litoral (PIAAC-AL).

De acordo com o comunicado de imprensa, o documento, com ações a curto, médio e longo prazo, visa garantir a qualidade de vida das populações de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, ao mesmo tempo, assegura ainda a preservação do património da região.

Segundo Vítor Proença, Presidente da CIMAL e da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, esta iniciativa “enumera um conjunto de medidas que irão guiar a atuação dos cinco municípios, por forma a consolidar um território cada vez mais próspero, inclusivo, socialmente justo e solidário, garantindo que ninguém é deixado para trás”.

E continua: “de entre as medidas de adaptação e de mitigação aos desafios ambientais – que serão implementadas num período de dez anos –, importa destacar a gestão dos recursos hídricos, que são essenciais para três setores económicos da região: a agricultura, a indústria e o turismo”.

A nota de imprensa esclarece ainda que o plano, cuja elaboração envolveu múltiplos setores e entidades públicas e privadas, faz um retrato da região com base em nove setores: Agricultura, pecuária e florestas; Turismo e outros setores económicos; Recursos hídricos; Saúde e segurança de pessoas e bens; Zonas costeiras e recursos marinhos; Infraestruturas e transportes; Biodiversidade e paisagem; Energia, indústria e resíduos; Ordenamento do território.

Foi também identificado que o aumento da temperatura média anual, a subida do nível do mar, assim como fenómenos de seca extrema e inundações são os principais riscos para o Alentejo Litoral.

Assim, tendo em conta o previsível aumento dos períodos de seca e, consequentemente, uma redução da precipitação, esta gestão passará “pela poupança de água, tanto no consumo doméstico, como na agricultura, na indústria e no turismo, mas também pela diversificação da sua origem, nomeadamente com o recurso à dessalinização de água do mar”, explica a comunicação.

Outra das medidas previstas no plano é a monitorização e a prevenção da evolução da água salgada nos estuários dos rios, lagoas costeiras e aquíferos. “Algo particularmente importante na preservação da produção de arroz, que tem no Alentejo Litoral a segunda maior área do país depois do vale do Sorraia”, enaltece o comunicado da CIMAL.

Já no âmbito da proteção do território, a nota de imprensa frisa que será necessário reduzir a exposição aos fatores extremos, por forma a garantir a preservação do património natural, nomeadamente através do reforço dos meios de combate a incêndios.

“As alterações climáticas já estão a transformar a paisagem que nós conhecemos, e a desafiar a nossa economia e a nossa qualidade de vida. O PIAAC-AL é a resposta para estes desafios. O futuro do Alentejo Litoral depende do que temos vindo a fazer e do que nos propusemos a fazer a partir de hoje, com este guião baseado na ciência e no conhecimento”, concluiu Vítor Proença.

 

 

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