A Tetra Pak atualizou o seu Plano de Proteção da Natureza, lançado em 2024, com o objetivo de reforçar a atuação em áreas como abastecimento responsável e resiliência hídrica.
De acordo com o comunicado de imprensa, a revisão surge após dois anos de implementação ao longo da cadeia de valor e pretende concentrar recursos nas áreas onde a empresa identifica maior impacto sobre a natureza.
O plano define mais de 20 objetivos orientados para travar e reverter a perda de biodiversidade, restaurar ecossistemas e reforçar a segurança hídrica global, em alinhamento com os objetivos internacionais de biodiversidade.
Com a atualização, a Tetra Pak afirma passar a adotar uma abordagem mais focada, direcionada para materiais, localizações e fornecedores considerados de elevado impacto. A revisão introduz também expectativas mais claras em matéria de rastreabilidade, verificação e resultados mensuráveis.
O Plano de Proteção da Natureza mantém-se estruturado em quatro áreas de atuação ao longo da cadeia de valor: upstream, operações, downstream e transformação. A empresa indica que a maior ênfase será colocada nas atividades upstream, onde se concentram os impactos e dependências mais significativos em relação à natureza.
Entre as alterações previstas está a utilização de sistemas de informação geográfica para verificar o estatuto livre de desflorestação de zonas prioritárias de abastecimento. O plano inclui ainda a redução de 10%, até 2030, da captação total de água por parte dos fornecedores com maior impacto relacionado com recursos hídricos.
“Dois anos de implementação deram-nos insights muito mais claros. A atualização do nosso Plano de Proteção da Natureza reflete uma transição para uma execução mais focada, centrando a ação onde pode gerar o maior impacto positivo para a natureza ao longo da cadeia de valor”, afirma Francesca Priora, vice president climate & nature da Tetra Pak.
A responsável acrescenta que “o nosso setor depende, em grande medida, da natureza para construir sistemas alimentares sustentáveis e seguros para o futuro”. Segundo Francesca Priora, “à medida que avançamos para os nossos próximos marcos, a colaboração continua a ser fundamental. Ao trabalharmos em estreita colaboração com fornecedores, clientes e parceiros, procuramos proteger ecossistemas essenciais e ajudar a reforçar a resiliência dos sistemas alimentares”.
O enquadramento do plano contempla também iniciativas associadas à transição para uma economia circular, nomeadamente através da melhoria do design e desempenho dos produtos, da utilização de equipamentos mais eficientes e de uma abordagem otimizada à recolha, reciclagem e gestão de resíduos.
Segundo a nota de imprensa, desde o lançamento do plano, a Tetra Pak refere progressos em várias frentes, incluindo a colaboração com fornecedores para avaliar impactos relacionados com a natureza e definir requisitos de compra relevantes.
A empresa indica ainda que 100% dos materiais à base de papel utilizados nos seus produtos provêm de fontes com certificação FSC e outras fontes controladas, e que 100% dos polímeros de origem vegetal têm certificação Bonsucro.
Na área da água, o plano prevê que os fornecedores de maior impacto reportem indicadores relacionados com a qualidade e quantidade de água, bem como a introdução de objetivos para reduzir a intensidade de captação de água nas suas instalações.
A Tetra Pak afirma também ter alcançado antecipadamente o objetivo de 2030 de reduzir em 50% as emissões de compostos orgânicos voláteis nas suas unidades de produção, face ao ano de referência de 2019.

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