Consumo ético

Consumidores querem ‘garantias’ para optarem pela segunda mão

A Cetelem divulgou os resultados do seu Barómetro Europeu de Consumo dedicado ao tema da economia circular.  A falta de garantias é um dos principais fatores a afastar os consumidores de uma maior ‘aposta’ em aquisição de produtos em segunda mão.

Neste sentido, 86% dos inquiridos disseram acreditar que a existência de um índice de reparabilidade seria um fator importante ou muito importante na escolha de um produto. Mas não só. Isto porque, por outro lado, 90% dos inquiridos consideram que um índice de durabilidade também forneceria informações sobre a robustez e confiabilidade dos bens.

Relativamente à existência do índice de reparabilidade, os italianos e portugueses são dos europeus mais favoráveis (94%), enquanto os dinamarqueses e suecos estão mais reticentes (76% e 77%). Quanto ao índice de durabilidade, mais uma vez os italianos e portugueses são os que mais o desejam (95% e 97%), sendo preciso voltar ao norte da Europa para encontrar expectativas mais baixas nesta área.

“Este desejo de segurança, no que diz respeito à reparabilidade e durabilidade, tem consequências no preço dos produtos, contudo nem todos estão dispostos a aceitá-las. Ainda assim, 7 em cada 10 europeus dizem estar dispostos a pagar mais por produtos rotulados desta forma, sendo os romenos, búlgaros e húngaros os mais favoráveis (84%, 83% e 80%), enquanto os franceses e belgas estão mais relutantes (61% e 63%)”, explica-se em comunicado.