A EDP, através do centro de investigação e desenvolvimento do grupo (NEW), juntou-se ao consórcio europeu que está a testar em alto mar, ao largo das ilhas Canárias, uma plataforma eólica flutuante. O projeto PivotBuoy pretende demonstrar que é possível reduzir o custo de produção da energia até 50%. Para tal, foi criado um sistema, a uma escala 1:3, para ser testado no oceano Atlântico, no centro de testes offshore da Plataforma Oceânica das Canárias (PLOCAN).
Em comunicado, a empresa energética informa que projeto-piloto PivotBuoy é liderado pela X1 Wind, e que conta ainda com a participação da DNV, INTECSEA, ESM e DEGIMA e com o envolvimento dos centros de pesquisa WavEC, PLOCAN e DTU. A plataforma completou com sucesso a fase de montagem
A tecnologia assemelha-se ao parque éolico flutuante instalado ao largo da costa de Viana do Castelo (que entrou em operação no último ano), o WindFloat. “Nestes dois casos, os sistemas são substancialmente diferentes, mas ambos apostam na tecnologia semisubmersível na sua plataforma. Por outro lado, esta nova solução tem a particularidade de ser totalmente passiva, rodando em torno de um ponto único de amarração (o chamado sistema single-point mooring) e posicionando-se no sentido da direção do vento mais forte”, explica a EDP.
O projeto procura também simplificar a cadeia logística associada ao transporte e instalação dos dispositivos no mar, utilizando embarcações de menor dimensão e custo e apostando em maximizar o número de operações em terra. Desta forma pretende-se “reduzir de forma substancial as quantidades de materiais a usar nestas plataformas, reforçando as vantagens ambientais destas soluções para produção de energia limpa. Além disso, ao reduzir o peso por capacidade instalada (toneladas por MW), reforça o potencial de redução de custos”.
Papel da EDP no projeto
A EDP, neste caso concreto, é responsável por perceber a viabilidade técnica e económica do PivotBuoy, em escala comercial, no mercado emergente da energia eólica flutuante.
A escolha da PLOCAN “deve-se, sobretudo, às características do solo oceânico que são as mais adequadas ao tipo de ancoragem que será feita neste projeto de demonstração (ancoragem por gravidade)”. Outro dos fatores é que a plataforma “está também dotada de infraestruturas que permitem que o cabo de transporte de energia possa ser aqui diretamente conectado”.
O PivotBuoy é um projeto financiado em quatro milhões de euros pelo Programa H2020 da Comissão Europeia.

